Honeymoon – Day One

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Intro:

Ganhamos de presente de casamento dos sogrinhos uma viagem a Nova York, cidade que jamais imaginei pisar um dia! Claro que amei este presente dado com tanto amor e começamos a planejar a viagem com muita antecedência quando ganhamos da cunhada o guia: “Nova York para leigos”. Até então, confesso, tinha preconceito pelos EUA, mas fui de coração aberto porque viajar é uma das mais ricas experiências que há. E como é bom q-u-e-b-r-a-r a cara! Fiquei deslumbrada pela cidade a ponto de ir embora me visualizando numa camiseta ou calças de pijama escritas ‘I ♥ NYC!’ Quis comprar miniaturas do Empire State com o King Kong dependurado nele – eu que sempre achei que o nome do prédio era Paris State – coitada! Tirava fotos dos táxis amarelinhos, dos ônibus escolares, dos cupcakes e pasmem: da bandeira norte-americana! Só faltava baixar no celular o tema All I Ask of You*, do “Fantasma da Ópera”. Se uma cigana alguma vez previsse, e me visse, sob as luzes do Times Square, eu gargalharia uma semana. Por isso nunca diga ‘dessa água não beberei’. E surpeenda-se.

Estar num país estrangeiro é vivenciar outra língua, outra rotina, costumes e paisagens. É ligar a TV do hotel e ficar esperando as legendas aparecerem. Brincadeira!

Honeymoon – Day 1

Dear family,

estamos aqui no hotel com as cortinas escancaradas vendo NYC do 16º andar! Que vista! Deram um upgrade pra gente pq falamos que estávamos em lua de mel e nos botaram no penúltimo andar. O mesmo não aconteceu com o avião. André comentou o fato com a atendente da Copa Airlines na pretensão que ela nos pusesse na business class, mas a moça suspirou: ‘Bons tempos aqueles da Varig quando podíamos fazer um agrado desses!’ E fomos prensados na asa mesmo. O avião, entupido!

Na conexão no Panamá, fui fazer xixi e o fecho da calça arrebentou! Saí com o fecho na mão para a fila do embarque onde o André estava e ele me mandou de volta para o banheiro.  Disse bravíssimo que eu estava quase pelada! Desobedeci, me enfiei na 1ª loja de freeshop e pedi help para a atendente: ‘Me puede ayudar? Se me rompió la cremallera’. Uma pausa: nada como a liberdade. Quanto mais coisas vc sabe na vida, mais livre vc é. Salva pelo idioma! Sem exageros, me livraria muito bem com mímica, mas nada como chegar com classe! Ela muito gentil pegou agulha e linha preta e me costurou, tosca e amavelmente, dentro da calça. Agradeci, perguntei: ‘Cuánto le debo?’ E ela: ‘No, por favor. Bienvenida a Panamá!’ Isso era 7 da manhã. Fiquei costurada até às 5 da tarde que foi qdo chegamos ao hotel. Qdo fiz xixi novamente achei que sairiam lágrimas de emoção dos meus olhinhos cansados. Por causa disso, perdi um belo momento da viagem: aquele que vc chega curiosa ao hotel lindo onde vai ficar dias e se joga na king size! Eu só mirava um banheiro. Na volta vou passar na loja e pedir o endereço dela para mandar umas havainas pelo correio. André riu de mim, disse que não duvida. Ela merece!

Do avião qdo pousa vc vê as casinhas lá embaixo, todas iguais e perfeitas. Achei que a Barbie ou o Bob iam sair lá de dentro e acenar um tchauzinho. Queria ter tirado uma foto. Me lembrou aquele jogo do engenheiro que a gente brincava de montar casinhas na infância.

Qdo passamos pela alfândega, me liberaram para pegar as malas, mas levaram o marido para a salinha da imigração. Sorte que eu estava tão preocupada com a minha bexiga inflada que quando me dei conta do horror pelo qual ele pudesse estar passando, ele já tinha sido liberado e eu já pegado as malas na esteira. A polícia só queria saber o que ele estava fazendo de novo nos States. Rsrsrsrs… e quando passamos pelo último obstáculo o policial me perguntou em português, em p-o-r-t-u-g-u-ê-s,  se eu tinha trazido pão de queijo. Foi uma coincidência (I´m from Minas Gerais!) ou ele me conhecia de outros carnavais?

O caminho do JFK ao hotel é emocionante! Vc passa por aqueles prédios de tijolinhos com escadas de incêndio onde o Richard Gere sobe no “Pretty Woman”, depois começa a pipocar na sua paisagem lá na frente os prédios enormes e vc começa a identificá-los: o Marco zero, o Crysler… E aí vem a ponte do Brooklyn para arrebatar! Mexe com a gente ver a grandiosidade das coisas aqui e  presenciar tudo aquilo que vc cresceu, querendo ou não, vendo nos filmes. E aí vem chegando próximo ao hotel e a gente se depara com a Broadway e o Times Square… too exciting!!!

Só estou escrevendo hj para dizer que we are very happy. Não vou ter tempo de escrever mais nenhum dia. Chato, né!?

Beijos,

Carol e André.

* http://www.youtube.com/watch?v=iwfO0ijAhEU&feature=fvwrel

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3 pensamentos sobre “Honeymoon – Day One

  1. E nessa, a minha vontade de voltar a NY cresce mais e mais.
    Que preconceito bobo com os States, Carol. É um país de vários e deliciosos encantos!

  2. Carol,

    NY é realmente surpreendente. Cada vez que visito a cidade descubro coisas novas. É uma cidade que está em constante transformação, tem sempre algo novo acontecendo. A cidade pulsa…

    Sou fã! Que bom que vcs curtiram 🙂

    Bjs, Rita

  3. Ótimo!

    Vc conta a viagem, sem precisar ficar repetindo e de maneira interessante.

    Eu q não aguentava ficar um dia inteiro sem fazer xixi.

    Ficava pelada (como disse o André), amarrava um casaco na cintura, qlqr coisa…

    Bj

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